Richard Hammond revela como os engenheiros construíram uma das pontes
mais longas do mundo à prova de sismos.
Construir uma estrutura de quase
três quilometros de extensão sobre a água com 65 metros de profundidade
foi praticamente o menor dos desafios de engenharia para cruzar o Golfo
de Corinto, na Grécia. A construção atravessaria uma das falhas
geológicas mais sismicamente activas da Europa. Protegê-la significaria
fazer com que os sedimentos finos do fundo do mar não se transformassem
em areia movediça, impedindo seu desmoronamento e contendo as pistas
para que não cedam ou batam contra os pilares quando um tremor
desencadear grandes choques.
Richard demonstra os desafios com uma série
de máquinas que simulam terremotos e então testa os princípios, muitos
deles singulares, aplicados ao engenhoso projeto que mantém a ponte em
seu devido lugar. Eles incluem o maior sistema de amortecimento do
mundo, que passou com segurança em um teste real durante um sismo de
magnitude 6.5 ocorrido em junho de 2008. A proteção contra sismos deixou
a ponte potencialmente vulnerável a outras forças da natureza: os
fortes ventos que se afunilam no Golfo de Corinto e as improváveis
ameaças impostas por brisas e chuvas brandas.
Para evitar desastres
foram necessárias soluções inspiradas em incensos indianos aromáticos, o
anel de uma lata de alumínio, um tobogã, uma rede para dormir e algumas
chaminés de aço. A ponte, concluída a tempo para as Olimpíadas de 2004,
em Atenas, realizou o sonho centenário de ligar duas cidades separadas
300 quilometros por terra, mas apenas meros dois quilometros por água.











